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OS ESTADOS UNIDOS E A NOVA "DESORDEM" MUNDIAL

GEOPOLÍTICA, são ações políticas e de estratégia que os estados adotam para administrar ou defender seu território. É uma palavra de uso interdisciplinar pois tudo o que se relaciona com a Geopolítica está vinculado ao desenvolvimento, relações sociais, econômicas, políticas, e no nosso dia-a-dia. Há uma relação muito estreita com as Ciências Humanas e Ciências Sociais com aplicação nas Ciências da natureza. A Geopolítica nas relações internacionais entre as Nações leva em consideração os processos políticos e as características geográficas praticamente em todo o contexto no qual está inter-relacionada. Sejam nas delimitações dos territórios, os recursos naturais existentes, o meio ambiente, a abrangência política de um estado, inclusive além de suas fronteiras, como os EUA atualmente. Podemos resumir em gerenciamentos dos espaços.

Calegari, Luiz Maximo. Licenciado em Geografia pela FEF - Fundação Educacional de Fernandópolis – SP – Pós Graduando em Docência do Ensino Superior pelo IEC Instituto Educacional Carapicuíba

http://webnamoro.blogspot.com/

 

http://www.luizcalegari.com

 

PRATICANDO:

1.Existe um termo muito utilizado para se falar da situação mundial, das relações c dos conflitos internacionais: "geopolítica". O que há por trás dessa palavra que mistura os termos "geo" e "política"? Será urna mistura de geografia e política? Justifique sua resposta.

2. A invasão do Iraque pelos Estados Unidos, em 2003, derrubou o presidente Saddam Hussein. a) A Organização das Nações Unidas (ONU), fundada em outubro de 1945, após o final da 11 Guerra Mundial, tem como unia de suas funções tentar resolver conflitos internacionais. A invasão do fraque pelos Estados Unidos foi discutida na ONU? Por qual órgão da entidade? Que países participaram dessa discussão?

b) A ONU aprovou a invasão? Todos os países estavam de acordo com os Estados Unidos? Em caso negativo, quais se manifestaram contra?

c) Um ano antes de ocupar o Iraque, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão. Onde se localizam esses dois países? O que você sabe a respeito dessa região do mundo?

d) Por que, em um prazo tão curto, os EUA invadiram militarmente o Afeganistão e o Iraque? Qual é a relação dessa invasão com o atentado terrorista aos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001? Justifique.

Leitura e Análise de Mapa

Para responder às questões abaixo, veja o mapa seguir, que mostra uma idéia de "ordem mundial".

1. Procure localizar e identificar as áreas onde havia fronteiras fechadas durante a Guerra Fria (observe a legenda, se for necessário).

2. Por que essa idéia de fechamento nesse período? Isso tem a ver com a ampliação das relações das superpotências da época? Quais eram essas superpotências?

3. Você sabia que a área sob influência da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) foi chamada de Cortina de Ferro? Por que o mundo sob influência da URSS estava se fechando à poderosa influência da superpotência americana? Esse fato não indica a grande importância existente na capacidade geográfica dos países de atuar na arena internacional? Justifique.

Leitura e Análise de Texto

Leia o texto e assinale todas as passagens que abordam as ações do governo do EUA voltadas para o exterior com vistas a: a) ampliar seu território; b) proteger seu território; c) aumentar sua influência regional. Para cada tipo de ação, use uma cor diferente para grifar o texto.

 

A "vocação" geopolítica dos EUA Jaime Tadeu Oliva

No curso da História, a potência de um Estado nacional territorial se manifestou por ações de dominação, tanto econômicas como culturais; pela conquista de territórios, quando populações fo-ram destruídas, submetidas, assimiladas ou incorporadas ao Estado mais poderoso. Mas a potência também se manifestou como proteção com relação aos Estados mais frágeis. Aumentar o número de aliados, em especial, se são vizinhos, ajudou a resistir a invasões e agressões de outras potências.

Os EUA, a grande superpotência do mundo contemporâneo, inscreve-se nessa história desde a sua independência. Um marco notório da sua postura geopolítica ativa ficou conhecido como a Doutrina Monroe. Em 2 de dezembro de 1823, o presidente James Monroe enviou ao Congresso americano a seguinte mensagem:

"Julgamos propícia esta ocasião para afirmar, como um princípio que afeta os direitos e interesses dos Estados Unidos, que os continentes americanos, em virtude da condição livre e independente que adquiriram e conservam, não podem mais ser considerados, no futuro, como suscetíveis de colonização por nenhuma potência européia."

A prevenção contra as potências colonizadoras européias da época, para proteção de seu território em constituição, passava pela aliança com os países vizinhos das Américas do Norte, Central e do Sul e pelo apoio a esses países contra essas mesmas potências. Aliás, Monroe foi o primeiro presidente a reconhecer as colônias espanholas como independentes. Pode-se afirmar que nesse momento apenas se configurava o que já havia sido fecundado anteriormente e enunciado pelos seus primeiros presidentes, como George Washington e Thomas Jefferson.

Posteriormente, respaldados nessa visão geopolítica de proteção contra outras potências, os EUA partiram para a ampliação do seu próprio território. Além de acordos amigáveis e da compra de territórios, os EUA também fizeram guerras e submeteram outros povos, como testemunham as brutais ações militares contra indígenas e mexicanos durante o processo de ampliação do território americano para o Oeste (chegando até o Oceano Pacífico) e para o Sul.

Alguns anos depois, um novo presidente, James Knox Polk, exacerbou o conteúdo da Doutrina Monroe, que pregava que "a América é para americanos". Com Polk ampliou-se a influência direta no contexto americano, o que já mostra o pais como potência que cria uma ordem regional, no caso. Este presidente defendia a idéia de que os EUA estariam abertos a qualquer pais que estivesse disposto a anexar-se a ele. Na verdade, isso pode ser interpretado como uma justificativa para a anexação de antigas áreas coloniais espanholas: Texas, Novo México, Califórnia, Colorado, Utah e Arizona, que estavam associadas ao México. Com isso, este último foi despojado de 2/3 do seu território na época.

Em meados do século XIX, a ampliação do território dos EUA continuava alternando compras, acordos e anexações. Os Estados Unidos adquiriram dimensões continentais. Mas àquela altura o país se dividia internamente entre os interesses do Norte, que almejava modernização econômica e o fim da escravidão, e os interesses do Sul, dominado por uma aristocracia agrária sustentada pela escravidão. Esses interesses inconciliáveis redundaram em uma guerra civil que terminaria com a derrota do Sul. A partir dai, o pais entrou em um período de grande desenvolvimento.

A expansão da rede ferroviária e de comunicação teve um papel fundamental na consolidação geográfica desse território continental e na coesão de uma sociedade ainda desarticulada. Some-se a isso o enorme desenvolvimento agrícola no Sul e no Oeste, que de nada adiantaria se o escoamento dessa produção não fosse protegido por uma legislação que garantisse reserva de mercado e restringisse produtos estrangeiros, o que é um exemplo de ação geopolítica. Tudo isso contribuiu para que os EUA alcançassem a liderança política nas Américas, acentuada por ações cada vez mais agressivas nas Américas Central e do Sul. Na época já se falava no imperialismo americano, expressão até hoje brandida por muitas lideranças e forças políticas do continente.

No século XX, por exemplo, a América Central foi alvo de uma formidável ação geopolítica dos EUA, ação essa caracterizada pelo expansionismo econômico e pelo militarismo protetor. Os investimentos na área foram significativos, passando inclusive pela construção de uma infra-estruturar de porte: o Canal do Panamá.

Quando esse investimento correu o risco de ser "apropriado" pelas forças locais dos países da América Central, ações intervencionistas foram realizadas em nome da liberdade, da democracia, figuras de um bem comum que não existem realmente. Isso deixa esse intervencionismo nu, revelando sua verdadeira motivação: os interesses próprios dos EUA e a auto-proteção, a qualquer custo e em qualquer território, de seus negócios.

1)-Comparando-se essa trajetória dos Estados Unidos com a do Brasil, existem pontos semelhantes e na mesma quantidade no que diz respeito às ações em relação aos seus vizinhos e ao mundo? Justifique.

2)-Considerando o que foi lido, você acha que se pode definir geopolítica como aquela ação voltada para o exterior (para os vizinhos e o mundo), visando à defesa dos interesses e às estratégias de expansão do poder de uma nação? Justifique, usando o exemplo dos Estados Unidos.

3)-O Estado nacional e territorial dos Estados Unidos (a sociedade americana) declararam seus motivos para invadir o Iraque. Que outros motivos pode ter tido o governo americano para essa invasão? Justifique com base no texto.

4)-O que faz com que o governo americano, o Congresso americano, sua população, enfim, decidam pela guerra, se outros países, até mesmo aliados, são contra? Essa ousadia geopolítica dos Estados Unidos pode ser atribuída à sua condição de única superpotência contemporânea? Argumente.

APRENDENDO A APRENDER

A história da formação dos EUA, uma superpotência, pode ser objeto de várias atividades de aprofundamento. E aqui você pode aproveitar uma oportunidade que vem do próprio poderio dos EUA: o cinema americano. Essa manifestação é muito familiar: está em grande quantidade nas salas de cinema, mas também nos vídeos-locadora e na televisão. Além da diversão, com orientação, é possível usar os filmes americanos como fonte de aprendizado da geopolítica em si e da ação geopolítica americana no mundo. Você já reparou quantos filmes de guerra o cinema americano produz? Você já reparou que existem filmes que já retratam episódios da história recente, como a guerra no Iraque? Quando você assistir a um filme dessa natureza, procure ficar atento às localidades; às questões levantadas; aos interesses que estão em jogo etc. Tudo isso é bastante útil.

A Doutrina Bush e "A Síndrome do 11 de setembro" Angela Corrêa da Silva

Após o ano de 2001, uma data ganhou a condição de síndrome mundial: o 11 de setembro. O desabamento das torres gêmeas e o ataque ao Pentágono demonstraram-se como um acontecimento excepcional e altamente revelador. A partir dele, abriram-se as comportas para a interpretação do jogo geopolítico, das relações de poder e dos processos de dominação em escala mundial.

Após estes seis anos, com a dissipação da poeira da História, é possível compreender melhor as razões e os propósitos que justificam a escalada do terror e as novas cartadas em jogo no sistema internacional.

A Doutrina Bush é a Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, encaminhada pelo presidente George W. Bush ao Congresso em setembro de 2002, sob o impacto dos atentados de 11 de setembro de 2001, e revista no segundo mandato, em março de 2006. Trata-se, de fato, de uma articulação de direita que, desde 1970, tenta impor suas idéias para mudar os rumos da política externa americana, com o intuito de criar as condições para um novo Oriente Médio, 'no qual os EUA teriam influências diretas.

Logo após os ataques de 11 de setembro, análises conservadoras apontavam que os futuros conflitos adviriam de um choque entre o Ocidente, judaico-cristão, e o Oriente, islâmico e multifacetado, o que configurava a adoção de uma postura maniqueísta do Bem contra o Mal.

O alvo da Doutrina Bush não se resume, apenas, a combater o terrorismo islâmico. Ela nada mais é do que o início da aplicação da teoria dos falcões, ou seja, do novo imperialismo alinhado com Israel. Após o bárbaro ataque às torres gêmeas e ao Pentágono, a sociedade americana, antes relutante em apoiar projetos de intervenção direta, passou a endossar as medidas de exceção.

A Doutrina Bush, ao criar o "eixo do mal", criou também as condições para perpetuar o que o escritor Demétrio Magnoli denomina "época de barbárie", ou seja, não é uma declaração de guerra a um Estado, mas ao terror, e este é difuso e não tem residência fixa.

Cabe, sem dúvida, uma reflexão acerca do conceito de terrorismo. Teoricamente considera-se terrorismo "o uso da violência sistemática, com objetivos políticos, contra civis ou alvos militares que não estejam em operação de guerra". Como explicar, porém, ações de Estado como os ataques a Hiroshima e Nagasaki, ao final de II Guerra Mundial, e as ações israelenses nos territórios palestinos e agora no Sul do Líbano? Há que se estabelecer uma nova classificação de terrorismo — o de Estado. E é por meio dele que as potências militares sustentam a tese de que a melhor defesa é o ataque.

Geografia - 1 série - Volume 1

SILVA, Angela Corrêa da. A síndrome do 11. Discutindo Geografia, São Paulo: Escala Educacional, 2006. Adaptado.

1. Como aparece a palavra "geopolítica" nesse texto? Como ela é empregada para se referir às estratégias dos EUA no Oriente Médio?

2. Considerando-se a dimensão da geopolítica que corresponde à defesa do seu território, em que passagem do texto pode ser identificada essa dimensão? Essa dimensão já aparecia nas ações históricas dos EUA? Vale consultar o texto anterior para essa resposta.

3. Outra dimensão da geopolítica é a ação fora do seu território, buscando aumentar a influência do país sobre os seus vizinhos, por exemplo. Nesse sentido, compare as ações mencionadas no texto "A 'vocação' geopolítica dos EUA" com as que aparecem no texto "A Doutrina Bush e A Síndrome do 11 de setembro". O que mudou?

4. A Doutrina Bush é coerente com a denominada Doutrina Truman. Pode-se dizer que a partir deste momento as ações geopolíticas americanas já haviam adquirido escala mundial, quer dizer, tinham deixado de ser de escala regional? Justifique.

DESAFIO

Nesta atividade, você vai trabalhar com dois conteúdos enfocados neste Caderno: cartografia e geopolítica.

Seu desafio é elaborar um mapa que represente, de maneira clara e objetiva, as forças geopolíticas da atualidade. Para isso, os passos são os seguintes:

• O que cartografar: o quadro qualitativo da força (militar, econômica, cultural e geográfica) dos países, o que pode lhes dar a condição de potência, foi acrescido de mais cinco países. Agora todos os países devem ser classificados segundo quatro categorias. Atenção: mesmo que se chegue à conclusão de que existem vários níveis de potência, para a realização de um mapa que tenha qualidade visual e capacidade comunicativa é preciso reduzir a informação visual ao que o olho humano apreende. Por isso, mais de quatro grupos já começa a escapar dessa capacidade do olho humano.

Quais as quatro categorias de potências? Tal é o destaque dos EUA que não há sentido em considerá-los em conjunto com outras potências. Trata-se da única superpotência; logo, esse país representará a primeira categoria. A segunda categoria será composta dos países que podem ser chamados de potência (os que estão no quadro e mais algum que você tenha acrescentado). A terceira categoria será composta do Brasil e de outros que, na pes-guisa, você tenha considerado razoavelmente próximos ao nosso país. A quarta categoria será dos países restantes.

Como cartografar: o primeiro passo será encontrar uma projeção que transmita o que se quer expressar. Exercite esse mapa nas diversas projeções apresentadas no começo deste Caderno (p. 12 e 13) e, posteriormente, defina aquela que melhor expressou visualmente a ordem mundial comandada pelas potências.

• A linguagem: a idéia dessa cartografia não é mostrar onde ficam os países da tabela, e sim mostrar as forças diferentes. As diferentes condições de potência. Da mais forte para a mais fraca. Assim, é preciso ordenar o fenômeno, o que pode ser feito usando tonalidades de uma única cor. Escolha essa cor e aplique os tons mais fortes para as maiores potências e os mais fracos para os países mais frágeis.

e Ataques a Hiroshima e Nagasaki.

FONTE: - Caderno do aluno 1ª Série – 1º Bimestre